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publicado em 20 de março de 2020

Comunicação Interna x home office

Uma equipe alinhada é uma necessidade constante de toda empresa. No entanto, é nos momentos de maiores crises que o nível desta sintonia se revela. Mas como criar este ambiente? E mais: como mantê-lo ao longo do tempo? São questões que nos chegam a todo instante.

Neste momento em que muitas empresas adotam o modelo de trabalho home office, o alinhamento, a sintonia e até mesmo a confiança podem ser colocados em xeque! Especialmente por corporações que sempre defenderam e adotaram o estilo tradicional de trabalho.

Ou seja, é uma mudança radical não apenas para a liderança como para o quadro de colaboradores em geral.

Dados da empresa Ketchum Leadership Communication Monitor indicam que 62% (6.500 pessoas em 13 países, incluindo o Brasil) consideram que a comunicação aberta e transparente são características essenciais para um líder. Porém, apenas 40% dos entrevistados sentem que os líderes se comunicam de forma aberta e transparente.

E é justamente essa nossa maior defesa como profissionais da área: criar e manter um processo eficaz de Comunicação Interna. Como? Planejamento.

Nestes momentos agir por demanda, por inspiração, por reação é uma “furada”. Não dá para brincar com seu maior patrimônio que são os stakeholders – são eles que fortalecem seu negócio, que o defendem ou não.

Vamos a algumas de nossas indicações práticas – principalmente neste momento em que o COVID-19 tem mudado as relações de trabalho:

  1. Manter a Comunicação Transparente – diálogo constante;
  2. Criar um ambiente com honestidade e colaboração;
  3. Atualização diária nas informações de todos os setores;
  4. Criar um comitê de crise com os gestores de cada setor
  5. Fortalecer o setor de Comunicação e de Recursos Humanos;
  6. Criar ações conjuntas entre estes setores, além do comitê de crise;
  7. Estabelecer um cronograma de teleconferências, call para alinhamento constante;
  8. Estabelecer os temas/assuntos que devem repercutir entre todos e aqueles que interessem apenas aos gestores;
  9. Manter a equipe engajada, nesse caso papel fundamental do líder – seja CEO, presidente, diretor, fundador, proprietário;
  10. Não se esconder;
  11. Dar total suporte – a equipe precisa se sentir acolhida mesmo “longe”;
  12. Mudar sistemas de metas, resultados, lembrando que tanto a demanda quanto o rendimento podem sofrer alterações;
  13. O líder deve estar atento à equipe para identificar um possível desengajamento e tentar reverter o quadro;
  14. Utilizar o momento para criar ainda mais engajamento e a sintonia com sua equipe;

 

Lembre-se: se o gestor – ou gestores de cada área -, não se comunica com transparência e de forma aberta, as pessoas tendem a buscar informações entre os próprios colegas de trabalho. O risco? O aumento da destrutiva rede de boatos dentro da empresa por meio da “rádio-peão”!

Há muitas outras estratégias e práticas que podem ser adotadas e, aqui, não me alonguei na forma cada uma destas listadas devem ser aplicadas. No entanto, caso tenha interesse podemos conversar de forma mais aprofundada.

No mais, desejo que você e sua equipe consigam se adaptar e manter o ritmo, ou pelo menos não serem prejudicados, neste momento de incertezas que não só o Brasil enfrenta, mas todo o mundo.

Deus os abençoe.

 

Por Karol Garcia – Jornalista, Coach de Comunicação, Analista Comportamental, fundadora e CEO da KG Estratégia & Gestão em Comunicação – @karolgarcia_kg @kgestrategiaegestao