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publicado em 20 de abril de 2021

Líderes alertam sobre riscos ao Cristianismo no Brasil

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A conjuntura política no Brasil pode levar o país ao processo de paganização, como ocorreu em países da América Latina, como o Chile, por exemplo. A avaliação é de líderes cristãos que se mobilizam em busca do equilíbrio entre os Poderes Constituídos e defendem que a Igreja precisa se posicionar, pois tem papel primordial no processo global de transformação da nação.

Para o apóstolo Fabio Abbud, Coordenador da Visão M12, em São Paulo, a liderança cristã no Brasil está apreensiva e há a necessidade de conscientizar a Igreja que, segundo ele, ficou limitada à esfera de atuação eclesiástica e não teve olhos voltados para o ambiente político.

“Tenho buscado conscientizar nossos líderes. Precisamos politizar a Igreja sim, fazer interferência na esfera política, ensinar o cidadão a fazer sua participação, se informar e não só acreditar que Deus fará tudo. Ele mesmo diz que fará infinitamente mais, porém, isso ocorre por meio de nós, pois somos o braço de Deus na terra. O Acorda Senado é um movimento cidadão, legítimo e necessário. Não é contra pessoas, não estamos contra os Poderes, apenas pedimos que funcionem de forma correta, constitucional. Hoje vivemos insegurança jurídica e institucional e, visivelmente, a democracia, a Constituição e o povo estão sendo desrespeitados”, alerta o apóstolo, se referindo ao Movimento Acorda Senado.

O apóstolo lembra que o Brasil é um país cristão e que medidas tomadas pelo Supremo Tribunal Federal revelam claramente a tentativa de anular os valores e princípios de, aproximadamente, 70% da população brasileira, ou seja percentual de cristãos no país. “Se um poder não respeita os demais, e traz uma postura ditatorial, ocorre o desequilíbrio. Um dos problemas do Judiciário é esse, não é função dele assumir o comando da nação, isso está acontecendo, e é muito perigoso. A nossa indignação tem que nos conduzir a um zelo equilibrado”.

Na avaliação do pastor, teólogo e líder da Jocum no Brasil, Pr. Coty, houve uma anarquização da democracia no Brasil e alerta: o Senado deve intervir para trazer o equilíbrio entre as instituições.

“Paganizaram o Chile, hoje igrejas estão sendo queimadas e os líderes cristãos admitem: nós dormimos. Isso está relacionado ao fato da Igreja não ocupar seu espaço. E o Brasil é mais uma nação que está indo por este caminho, pois se estabeleceu um desgoverno, não permitindo que o Executivo exerça a função dele e gerando ingerência na atuação dos poderes”, afirma Pr. Coty.

Ainda segundo ele, há um levante do progressismo, numa agenda global, com a intenção de descontruir o pensamento judaico-cristão e o cenário só mudará com o posicionamento da Igreja, por meio de mobilizações como o recém-criado “Movimento Acorda Senado”.

“Não podemos mais, como Igreja, sermos omissos. Deus conta com o nosso protagonismo profético nesse contexto. Vamos responsabilizar o Senado. Precisamos ter quórum no Senado para que possamos fazer alguma coisa. O que temos vivenciado nos últimos tempos vai nos mergulhar em uma tragédia ou vamos experimentar uma reforma no modelo da Reforma Protestante. Só depende do nosso posicionamento como Igreja”, observou Pr. Coty.

Ambos participaram da live “Acorda Senado”, realizada nesta semana, que também teve a presença do pastor Wilton Acosta, secretário nacional do Conselho Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab), presidente do Concepams e do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp), ambos em Mato Grosso do Sul. O debate, que durou uma hora e meia foi mediado pela jornalista e presidente do Fenasp Mato Grosso Karol Garcia, e está disponível em duas etapas no Instagram do @acordasenado.

 MOVIMENTO ACORDA SENADO – A unidade e o poder de mobilização da Igreja são urgentes, segundo Acosta. Ele lembra que há coordenações do Movimento em todo Brasil e os interessados podem procurar nas redes sociais “Acorda Senado” – Twitter, Facebook e Instagram. “O movimento tem uma causa, não tem um nome, uma pessoa, é a busca pelo equilíbrio do nosso país, o respeito a nossa Constituição. Nesta quarta-feira temos uma nova ação em massa e os senadores precisam tomar posição. A estratégia é bem definida e tudo o que precisamos e mostrar que a sociedade está em alerta e temos nossa narrativa muito bem definida”, afirma o pastor.