Mais que bons comunicadores, hoje os líderes têm sido impulsionados à condição de grandes influenciadores. O perfil da liderança estratégica tem mudado significativamente, o que pode ser comprovado em dados.
Pesquisas mostram que 82% dos consumidores são mais propensos a confiar em uma empresa cujo CEO está presente nas redes sociais.
Ou seja, se antes bastava uma boa estratégia de Relações Públicas e Assessoria de Imprensa para emplacar os líderes como porta-vozes na mídia espontânea, hoje o desafio é outro: entender que a rede social desempenha um papel muito influente e fazer bom uso disso.
E esta é uma das principais tendências no que diz respeito à liderança, conforme apresentado na sétima edição do Aberje Trends – evento de referência no campo da Comunicação Corporativa, realizado no mês passado em São Paulo.
A interatividade que as redes proporcionam sugerem uma liderança mais democrática onde ganha influência quem é mais social, aberto a ouvir e dialogar. Gente se identifica com gente!
Fato é que líderes comunicadores inspiram e engajam muitas comunidades, ao compartilhar com consistência um conteúdo de valor e suas visões, insights e um pouco de seus estilos de vida, fazendo com que muitos abracem as mesmas causas e, consequentemente, comprem seus produtos e serviços.
Mas qual o caminho para quem já percebeu essa mudança e pretende encarar o desafio? E por onde começar?
Como especialista em Comunicação há 24 anos, e atuando diretamente com líderes há mais de 15 anos, citaria alguns pontos necessários: Investir em Comunicação Pessoal, Oratória, Media Training; ter vasto repertório; seguir a Cultura e Comunicação Organizacional para não perder a coerência, estão entre os principais.
Ou seja, o caminho para se estabelecer como CEO Influenciador é por meio de um conteúdo valioso que ajuda a educar e informar as pessoas, com competência e assertividade, sendo direcionado por profissionais da área.
Não basta ir e fazer, pois, assim como na gestão da própria empresa, a gestão da marca pessoal de um CEO exige análise de cenário, riscos, benefícios, planejamento, entre outros.
Fica o alerta para os executivos que optam por não seguir este caminho: o risco é de se tornarem marginalizados diante da relevância cada vez mais destacada dos que aderem o estilo de vida com o virtual networking.
*KAROL GARCIA é jornalista, empreendedora, diretora da KG Inteligência em Comunicação, consultora, trainer em Oratória e Media Training, especialista em Comunicação Pública e Corporativa.